O que vale sempre a pena fazer
Arrumar, despersonalizar parcialmente e reparar o que é pequeno e visível. Uma torneira a pingar, uma lâmpada fundida, uma porta que não fecha bem. São coisas que não mudam o valor da casa mas mudam a leitura de quem entra: sinalizam se a casa foi cuidada.
A luz natural é o recurso mais barato e o mais mal aproveitado. Fotografar a divisão principal à hora em que ela recebe luz é uma decisão de agenda, não de orçamento.
O que não vale a pena
Lentes muito largas que fazem uma sala parecer o dobro. Funcionam na fotografia e falham na visita, e a visita é onde a decisão acontece. Um comprador que sente a diferença entre a foto e a sala passa a descontar tudo o resto mentalmente.
Fotografia que evita sistematicamente uma zona da casa também comunica. Um comprador atento nota que não há uma única foto da casa de banho pequena, e conclui coisas.
O que se mostra mesmo não sendo favorável
Se há uma divisão que precisa de obra, mostrar. Se há vista para uma empena, mostrar. Se a cozinha é de outra década, mostrar.
Isto não é honestidade decorativa. É posicionamento: um defeito visível e explicado é uma variável que o comprador consegue avaliar. Um defeito descoberto na visita é uma surpresa, e uma surpresa custa mais do que o defeito.
Render e encenação virtual
Se uma imagem foi gerada ou o mobiliário foi colocado digitalmente, tem de ser dito na própria imagem, de forma legível. Não numa nota de rodapé.
A identificação deve acompanhar a imagem de forma consistente sempre que ela é apresentada, para que a natureza da representação não dependa do contexto em que é vista.
Quantificar a obra
Quando há obra por fazer, a decisão mais útil é orçamentá-la antes de publicar. Um defeito com orçamento é uma variável; um defeito sem orçamento é uma incerteza que cada comprador estima por si — e cada um estima por excesso, porque é o que a prudência recomenda.
