A classificação do lote
Que classificação consta dos documentos? Que uso e construção admitem os planos e condicionantes aplicáveis? São questões distintas, a confirmar com profissionais competentes.
É a pergunta a fazer primeiro, porque a resposta muda o conjunto de imóveis com que este se compara. Publicar sem saber é publicar um imóvel que ainda não se sabe descrever.
As áreas, e quais delas
Área bruta, área útil, área de implantação e área do terreno são quatro números diferentes e frequentemente confundidos. Cada um tem origem documental própria, e essa origem deve ser conhecida antes de qualquer um deles entrar num anúncio.
Quando os documentos divergem entre si — acontece — é melhor saber antes.
Licenças do que está construído
Anexos, garagens fechadas, alpendres, piscinas. O enquadramento de cada intervenção deve ser confirmado face à documentação e ao regime aplicável.
Um comprador com crédito ou o banco podem pedir esclarecimentos. É melhor que a resposta exista antes de a pergunta chegar.
Águas, saneamento e acessos
Ligação à rede pública ou solução própria. Poço, furo, fossa. Estado e legalidade de cada um.
Acesso: se a estrada é pública ou se há uma servidão, e se essa servidão está registada. A situação dos acessos e das servidões exige confirmação por profissional habilitado antes de avançar.
Fotografar o exterior
Uma moradia com lote fotografada só por dentro esconde aquilo que a torna competitiva. O terreno precisa de ser legível: dimensão, orientação, o que já lá está, e a relação entre a casa e o espaço à volta.
Se há uma parte do terreno que não está tratada, mostrar. Terreno por tratar é trabalho, e trabalho é uma variável que se orçamenta — não é um defeito que se esconde.
Nota
Nada aqui é aconselhamento jurídico. É a lista operacional do que costuma aparecer, e do que costuma faltar. Questões de classificação, servidões e licenciamento resolvem-se com quem tem competência para as tratar.
